quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Filho mãe, mãe filho.

Eu não escolhi este lugar, este medo que consome cada particula de sangue, acelarando cada batimento do meu coração, e que tanto desespera pela minha carne.
Medo esse, a que chamamos memórias, ou apenas, fracçoes de tempo que nos marcaram de alguma maneira, quer boa quer má.
E ao pensar nessas memórias que tanto me perseguem e atormentam sem que as consiga parar, com impaciência e persistência que nao sangra nem por um momento.
Quando se parece que tudo se resume a sofrer, pelas fridas dessas memórias, já deveria saber que os milagres nao acontecem, pois as memórias da nossa vida cansada, jamais se vão embora, jamais deixaram de nos atormentar.
Assim só me resta pedir ao céu que chore por mim.
Levanto-me, olho, o que chove la fora.
Sinto-me sozinho, e o meu pensamento nao está acompanhado.
As vezes o que sinto sobrepõe-se ao que eu penso.
Com tudo, sei que a vida é uma metáfora entre o pensamento e a realidade, em destinguir um do outro e que está a dificuldade.


(mãe)

Se o amor se avalia,
Deixemos os génios falarem,
ou que cada mãe grite o seu filho.
A dimensão do amor, é uma infinita parte do que trazemos reflectido na sombra da calçada, o amor é um olhar de susláio á carne que parimos, a verdadeira admiração escorre em cada lágrima vertida ao olhar o do nosso sangue, o verdadeiro amor é o assombro parido no medo de perder quem pari.

Nesta terra tão distante, onde tentamos encontrar quem foram os outros, vejo a quatro olhos, os que tenho e os que te dei, contemplo também que quando for embora, explica que aqui tivemos os dois.

Praga 27.08.2008

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