Sou como um quadrado, fechado, sem aberturas.
Nada entra nem sai, nada se manifesta, nem nada sobressai.
Não entra luz, como uma câmara escura, que simplesmente esta vazia e sem fundamento.
Os quadrados, são objectos, eu não sou mais do que um objecto manipulado pelas forças superiores que fazem a chuva e o mar bater e desgastar as rochas onde embatem.
Sinto que ao ser assim, morro mais facilmente, e mais depressa do que o ritmo natural da vida.
Sou assim, porque não tenho escolha, foi assim que nasci, sem pedir, e sem querer.
Mas assim quero morrer, só assim, não aqui, serei feliz.
Um quadrado, fechado, sem aberturas, um quadrado definido e sem geometria aparente, algo fácil e vulnerável de ser apagado da folha de papel ou da mente de qualquer um.
Geometricamente pensando, será que um quadrado por deixar entrar algo?
A resposta é simples, Não, porque se deixasse não seria um quadrado, e eu não existiria.
assim o preferia.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário