Esqueço-me de tudo, por isso escrevo, longe do terror ao sismo inesperado das estrelas, escrevo com a certeza de que tudo o que escrevo se apagará do papel no momento da minha morte.
O olhar fugiu pelas brumas das casas,picos das montanhas.
Sinto-me como se tivesse cegado por excesso de olhar o mundo.
Assim ignoro o mundo e a noite que o envolve e devora, deixo escoar o cansaço do corpo pela janela do quarto, fecho os olhos e finjo o sono, e vou pelos lugares desabitados do meu corpo.
São quatro e meia da manhã, pelo menos aqui dentro do meu quarto,
lá fora, é possivel que ainda não seja tão tarde, ou não tenha dado hora nenhuma, ou ainda sedo cedo lá fora e aqui dentro o tempo não exista.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
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